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Plataforma de entregas indenizará empresa por extravio de peças de luxo

Mercadoria avaliada em R$ 105 mil. A 20ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo manteve decisão da 23ª Vara Cível da Capital que condenou plataforma de entregas a indenizar, em R$ 105 mil, empresa de aluguel e venda de roupas e acessórios de luxo, nos termos da sentença proferida pelo juiz Vítor Gambassi Pereira. Em reconvenção, a autora foi condenada a restituir a requerida em R$ 3,5 mil, referentes a valores de serviços contratados e não pagos. Segundo os autos, a empresa utilizou a plataforma para contratar serviço de transporte para remoção de peças e acessórios de alto valor comercial entre estabelecimentos localizados na Capital. Após a coleta, a corrida foi cancelada e os produtos não foram entregues. Em seu voto, a relatora do recurso, Rodrigues Monteiro, afastou a tese de que a apelante seria mera fornecedora de software, sem responsabilidade pelo ocorrido. Também rejeitou a alegação de que a autora teria assumido integralmente os riscos da operação ao optar por não contratar seguro. Segundo a magistrada, a contratação é facultativa e não rompe o nexo causal nem transfere à contratante os prejuízos decorrentes de evento imputável à própria cadeia operacional da requerida. “A atividade explorada pela apelante consiste justamente na intermediação, seleção, cadastramento e gerenciamento operacional de entregadores que executam os transportes contratados por intermédio da plataforma. Assim, eventual fraude, falha cadastral, invasão de sistema, utilização indevida de credenciais ou desaparecimento da carga após a coleta inserem-se no âmbito dos riscos próprios da atividade econômica desenvolvida, configurando típico caso de fortuito interno”, afirmou. Participaram do julgamento, de votação unânime, os desembargadores Álvaro Torres Júnior e Maria Salete Corrêa Dias. Apelação nº 1093960-47.2024.8.26.0100
11/10/2026 (00:00)
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